Como organizar um arquivo de pautas para uso em jornalismo freelance


A dica deste post diz respeito a uma coisa muito básica para quem quer trabalhar com jornalismo freelance: A organização de pautas. Esta dica é endereçada aos estudantes de jornalismo do primeiro semestre ou aqueles que estão pensando em ingressar na faculdade de jornalismo.

No entanto, as informações apresentadas aqui não são para os gênios que conseguiram entrar na USP ou em Harvard, mas sim, para os heróis que vão estudar ou já estudam nas “UniSant’Annas”, nas “UniMarcos” e nas “UniNoves” da vida. Digo heróis porque a maioria desses estudantes terão que conciliar um trabalho que não tem nada a ver com jornalismo, à vida pessoal, à faculdade e às reuniões nas associações que lhes dão direito a um desconto de aproximadamente R$ 300,00 na mensalidade.

Estudantes de jornalismo que estudam em centros universitários particulares participam de reuniões em associações como a ATST (foto) - juntamente com estudantes de outras profissões - para conseguir um desconto. A maioria desses estudantes de jornalismo não atua na área de jornalismo. Foto: educarparavida.com.br
Estudantes de jornalismo que estudam em centros universitários particulares participam de reuniões em associações como a ATST (foto) – juntamente com estudantes de outras profissões – para conseguir um desconto. A maioria desses estudantes de jornalismo não atua na área de jornalismo. Foto: educarparavida.com.br

Logo, uma hora ou outra, os estudantes que trabalham na linha de produção de fábricas, os que atuam como atendentes em telemarketing e os que estão empregados nos mais diversos escritórios ou tipos de trabalho e, ao mesmo tempo, matriculados no curso de jornalismo em um centro universitário particular, terão que resolver um dilema:

  1. Escolher continuar no emprego atual;
  2. Escolher atuar na área de jornalismo.

Considerando que o total a ser pago num curso de jornalismo pode chegar a R$ 20 mil (levando em conta o desconto fornecido a quem participa de alguma associação como a Associação dos Trabalhadores Sem Terra, ATST) é bem lógico que todos os estudantes queiram fazer logo a mudança da opção 1 para a opção 2 citadas acima.

A primeira alternativa de mudança é o estágio. Estágios na área de comunicação costumam pagar algo em torno de R$ 600,00. A outra alternativa é ingressar no jornalismo freelance e, para isso, é preciso aprender a fornecer pautas para os veículos de comunicação. E para acostumar-se a essa rotina, um dos caminhos é a organização de um arquivo de pautas.

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Uma joia escondida


Situada no sopé da montanha mais alta da cidade de São Paulo, a Galeria Narciza, fundada em 1963, abriga quadros do pintor paisagista Henrique Manzo. Rejeitada pela Secretaria da Cultura, sofre com a ação do tempo e precisa de reparos
 
Fachada da Galeria Narciza. Foto: Naldo Gomes

O Pico de Jaraguá tem 1.135 m de altitude e é o local mais alto da cidade de São Paulo. Do seu topo é possível enxergar a cidade de Osasco, a av. Paulista e até a Serra do Mar. Em dias claros e de baixa poluição avista-se muitos quilômetros para qualquer um dos lados apontados pela rosa dos ventos. Contudo, descendo 4.000 m por meio da curvilínea Estrada Turística, encontra-se uma joia escondida: a Galeria Narciza.

Eu, porém – no dia 3 de novembro de 2009 – chagaria ali por outro caminho. Saíra da Cidade D’Abril, um vilarejo do bairro Jaraguá situado pouco mais de um quilômetro a noroeste da Estação de Trem de Jaraguá. Levara numa bolsa, uma câmera fotográfica Canon PowerShot A640, um gravador digital Panasonic RR-US450 e meia dúzia de pilhas recarregáveis. Desci do ônibus “Lapa 8047” em frente à galeria e tirei 20 fotografias de sua fachada, uma parede enfeitada com dois painéis onde estão desenhadas 20 mulheres indígenas e duas crianças, além da inscrição: “Coral da Paz. Pintura de Henrique Manzo. Ano 1963”.

  Uma vista de cima do Pico de Jaraguá. Foto: Naldo Gomes

Toco a campainha e uma dezena de cachorros inicia um coral de latidos. De dentro daquela construção retangular sai um senhor de aproximadamente 1,80 m. Ele está usando um boné e identifica-se como Amleto Manzo, 80, sobrinho do pintor Henrique Manzo (1896-1982).

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