Gráficos do Google Insights mostram diminuição da procura por cursos de jornalismo


O Google Insights é uma ferramenta que calcula quantas vezes uma determinada palavra-chave foi inserida no motor de busca do Google. Os resultados fornecem dados que demonstram a tendência de procura na web por determinados termos no decorrer do tempo. Essas tendências virtuais podem coincidir com dados da vida real.

Para entender melhor como isso funciona – antes de refletir sobre a diminuição da procura pelos cursos de jornalismo – observe o gráfico abaixo. Ele representa as buscas pela palavra-chave “dengue”, de 2004 até 2011, com previsão (linha pontilhada) para 2012:

Gráfico do Google Insights para a palavra-chave "dengue"
Gráfico do Google Insights para a palavra-chave “dengue”

A título de comparação – para comprovar minha tese de que esses dados podem bater com os dados da vida real – vamos utilizar um gráfico de uma outra ferramenta do Google. O Google Trends Dengue:

Gráfico do Google Trends Dengue
Gráfico do Google Trends Dengue

Observe como os picos das linhas em azul do gráfico do Google Insights e do Google Trends Dengue são semelhantes. E observe também que, a linha cor de laranja representa os dados da vida real sobre a dengue, fornecidos pelo Ministério da Saúde.

Isso faz do Google Insights uma ferramenta muito interessante para a análise de tendências não apenas virtuais, mas reais. Apesar de o aplicativo não conseguir gerar gráficos para termos com poucas buscas como, por exemplo, as palavras-chave “jornalismo freelance” que dão título a esse blog, é possível gerar gráficos, bem como levantar informações regionais compatíveis com informações levantadas por instituições idôneas, como é o caso do Ministério da Saúde.

A diminuição das buscas pelos cursos de jornalismo Leia mais deste post

As vantagens e dificuldades de quem trabalha com jornalismo freelance


Ninguém trabalharia com jornalismo freelance se não houvesse algumas vantagens como a possibilidade de fazer o próprio horário; de trabalhar um dia em casa e no dia seguinte em qualquer outro lugar com um ponto de acesso à internet; de ser o próprio chefe; de ter uma porção de benefícios que somados dão uma sensação de liberdade.

Uma das vantagens de ser jornalista freelance é que se pode trabalhar em qualquer lugar e a hora que se quiser sem estar preso a uma redação

Uma das vantagens de ser jornalista freelance é que se pode trabalhar em qualquer lugar e a hora que se quiser sem estar preso a uma redação

 Mas essa liberdade tem um preço que muitas vezes é traduzido sob o conceito de “trabalho precário”.

“Denomina-se trabalho precário aquele livre de direitos, no qual o patrão não precisa pagar férias e FGTS, dentre outros benefícios”

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que 60% da força de trabalho no mundo seja precária. Portanto, esse não é um problema que diz respeito apenas aos jornalistas freelancers. Apesar disso, fiquei curioso para saber se existe, no Brasil, algum órgão ou instituto que proteja os jornalistas freelancers de abusos relativos a contratos e processos de trabalho.

Então, na semana passada (3 a 9 de outubro de 2010) entrei em contato por e-mail com a vice presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Maria José Braga, e fiz algumas perguntas a respeito. Veja:

  • Como funciona o mercado de jornalismo freelance no Brasil? Como a lei protege (ou não) esse tipo de profissional? Existe algum estatuto a respeito do jornalismo freelance no país? Leia mais deste post

Após 119 anos de existência, Jornal do Brasil deixa de ser impresso


Fundado em 1891, o Jornal do Brasil (JB) é um dos mais antigos periódicos nacionais. Durante muito tempo foi trabalho e escola para inúmeros jornalistas, diagramadores e fotojornalistas, sem falar nos prestadores de serviços autônomos, nos profissionais do jornalismo freelance e terceirizados.

O JB será 100% digital a partir de setembro de 2010. Mas em seus 119 anos na versão impressa foi local de trabalho e de estudo de centenas de jornalistas, fotojornalistas e diagramadores, além de profissionais autônomos como os que se dedicam ao jornalismo freelance. Foto: oglobo.globo.com
O JB será 100% digital a partir de setembro de 2010. Mas em seus 119 anos na versão impressa foi local de trabalho e de estudo de centenas de jornalistas, fotojornalistas e diagramadores, além de profissionais autônomos como os que se dedicam ao jornalismo freelance. Foto: oglobo.globo.com

O JB foi, também, pioneiro em, pelo menos, três fatores:

  1. Interior das páginas: primeiro a eliminar os fios que separavam as colunas;
  2. Internacional: participação de correspondentes estrangeiros;
  3. Internet: primeiro jornal brasileiro a se tornar online.

Mas a partir do dia 1º de setembro de 2010, o JB deixará de circular em sua versão impressa. Dessa forma, o jornal assume, mais uma vez, uma posição vanguardista ao se tornar o primeiro 100% digital do Brasil.

Controvérsias

Alguns jornalistas que trabalharam no JB não se conformam com aquilo que denominam a “decadência” e com a alegação de que o periódico está inovando ao eliminar a versão impressa para trabalhar apenas com a versão digital. Leia abaixo algumas dessas opiniões controversas, publicada na revista “Negócios da Comunicação”, na reportagem intitulada “O triste fim de um centenário”  que colocam a culpa na má administração:

“O JB entrou em coma ainda com Nascimento Brito, na direção administrativa como representante de sua mulher, Leda, proprietária da empresa e co-responsável pela decadência do jornal.”

Jânio de Freitas, ex-editor geral.

“Em 1986, assumi a sucursal de São Paulo. Os problemas financeiros já eram conhecidos. Entretanto, não admitiam que não havia dinheiro para renovar o aluguel de meio andar na avenida Paulista. Qual foi a solução? Alugar um andar inteiro, claro, na avenida Paulista.”
 
Augusto Nunes, ex-chefe da sucursal em São Paulo, identificando a má administração nos gastos excessivos.

“Nenhum jornal morre de uma hora para outra. Infelizmente não foi nenhuma surpresa, a situação era muito difícil e mais do que cantada.”

Ricardo Noblat, ex-chefe da sucursal em Brasília.

O principal argumento do JB é o vanguardismo

No dia 22 de agosto de 2010, o JB se defendeu dessas e de outras críticas ao divulgar uma lista com 50 tópicos que explicam os motivos da posição tomada pelo dono do jornal, Nelson Tanure. A seguir, você poderá ler a síntese desses argumentos:

  • Vanguardismo: primeiro jornal 100% digital do Brasil;
  • Pesquisas: o JB convidou leitores para opinarem sobre as plataformas digitais e obteve um retorno positivo com relação à mudança;
  • Sustentabilidade: a impressão do jornal causa um enorme impacto ecológico e econômico por conta da utilização da celulose;
  • Futuro: os leitores de amanhã são leitores digitais;

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Entenda por que estamos consumindo tanto e como isso afeta o Planeta Terra


A hipnose do consumo tem nos levado a um círculo vicioso: trabalhamos durante o dia, vemos publicidade durante a noite, compramos nos finais de semana. Voltamos a trabalhar, ver publicidade, comprar e, assim sucessivamente. O consumo tem se tornado a essência de nossas vidas. Vivemos e existimos para comprar, conforme indicam os documentos citados nesse artigo. Foto: corposaun.com

A hipnose do consumo tem nos levado a um círculo vicioso: trabalhamos durante o dia, vemos publicidade durante a noite, compramos nos finais de semana. Voltamos a trabalhar, ver publicidade, comprar e, assim sucessivamente. O consumo tem se tornado a essência de nossas vidas. Vivemos e existimos para comprar, conforme indicam os documentos citados nesse artigo. Foto: corposaun.com

Os 6,9 bilhões de cidadãos do mundo estão, quase todos, presos à hipnose do consumismo, cuja essência é, fazer com que a vida se resuma ao ato de comprar com a finalidade de movimentar a economia.

Um relatório da ONG “Instituto Akatu” intitulado “Estado do Mundo 2010 – Transformando Culturas, do Consumismo à Sustentabilidade“, referência mundial em ambientalismo, divulgado em 30 de junho de 2010, indica que:

  • O consumo cresceu seis vezes nas últimas cinco décadas;
  • Estamos consumindo 30% a mais do que o Planeta Terra pode nos oferecer. Em outras palavras, estamos entrando no cheque especial dos recursos naturais;
  • Mais do que nunca, estamos encarando as compras como atividade de lazer, como uma brincadeira ou como um ritual que nos satisfaz espiritualmente.

 

Outras ONGs já haviam tornado públicas estatísticas parecidas. Como exemplo, no artigo “A medida de todas as coisas” publicado nesse blog no dia 20 de novembro de 2009, foi divulgado que a ONG Global Footprint Network indicava que estávamos utilizando recursos ecológicos extras, num valor que representava 40% a mais do que o ambiente poderia nos oferecer.

Mas o fato é que, quanto mais consumimos, mais recursos naturais extraímos da natureza. O problema é que os recursos naturais não são infinitos. Ainda assim, a economia capitalista alimenta o consumismo com conceitos nada ecológicos. Por exemplo, veja abaixo o clip “3ª do Plural” da banda Engenheiros do Hawaii que fala sobre consumo e cuja letra diz:

“Obsolescência programada, eles ganham a corrida, antes mesmo da largada”

O termo “obsolescência programada” é um conceito que quer dizer que os produtos são feitos para ficarem inúteis o mais rápido possível e assim, gerarem mais compras.

Mas por que estamos consumindo tanto?

O filme que mostro abaixo tem algumas respostas para essa pergunta:

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Como publicar um livro sem complicações e sem gastar nada


Publicar um livro, até bem pouco tempo atrás, era uma tarefa para poucos. Havia a necessidade de enviar os originais para avaliação de uma editora qualquer e esse processo de avaliação poderia durar meses.

Um escritor que quisesse publicar um livro sobre jornalismo freelance, por exemplo, enfrentaria, no mínimo, mais três tipos de obstáculos:

  1. Falta de retorno das editoras;
  2. Contratos obscuros;
  3. Burocracia.

Resumindo, era mais fácil acertar a mega-sena. Mas agora, isso mudou :-).

Dê uma olhadinha no vídeo abaixo e saiba mais sobre o “segredo” que está mudando o mercado editorial no Brasil. Esse vídeo é uma reportagem exibida no Jornal da Band no dia 17 de julho de 2010:

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O blog jornalismo freelance mostra um timaço de jornalistas brasileiras


Se você se decepcionou com a convocação do Dunga para a Copa do Mundo da África – 2010, não vai reclamar dessa seleção imperdível realizada pelo blog Jornalismo Freelance. Aqui não tem volante, só atacante.

São onze jornalistas brasileiras de tirar o fôlego 🙂 . Qualidade é o que não falta para esse timaço, olha isso: 

Paloma Tocci

Paloma Tocci

Paloma Tocci

Nosso time da imprensa começa com Paloma Garrues Soubihe Tocci, conhecida como Paloma Tocci. Ela nasceu em 12 de julho de 1982 e trabalhou com jornalismo esportivo na Rede Bandeirantes, Rádio Transamérica Pop e no canal Bandsport, antes de assinar contrato com a Rede TV. 

– Idade: 28 anos
– Em 2007, atuou nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro
– No mês de abril de 2010 assinou contrato com a Rede TV
 

  

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