Sua história contada num livro por um “Ghost Writer” ou “Escritor Fantasma”


Hoje, 25 de julho de 2010, é dia do escritor. Essa data comemorativa surgiu na década de 1960 com o 1º Festival do Escritor Brasileiro, organizado por Jorge Amado e João Peregrino Júnior, autores de “Gabriela, Cravo e Canela” e “Histórias da Amazônia”, respectivamente.

Resumindo, é um belo dia para falar sobre “Ghost Writer” ou, se você preferir, em português, “Escritor Fantasma“.

25 de julho de 2010, Dia do Escritor. É um excelente dia para falar sobre o trabalho do "Ghost Writer" ou "Escritor Fantasma". Desenho: Zsuzsanna Kilian

25 de julho de 2010, Dia do Escritor. É um excelente dia para falar sobre o trabalho do “Ghost Writer” ou “Escritor Fantasma”. Desenho: Zsuzsanna Kilian

Nesse post, vou usar o termo aportuguesado “Escritor Fantasma”. Leia abaixo uma definição simples de seu significado:

Escritor fantasma é aquele que escreve uma determinada obra, mas não a assina. Quem assume a autoria dessa obra é um contratante.

Como você pode perceber, existe um “q” de mistério nessa ocupação e isso, por si só, já é empolgante. Tão empolgante que acabou se tornando tema de um filme. Acompanhe abaixo o trailer de “The Ghost Writer”:

Esse filme apresenta o ator Ewan McGregor como o escritor fantasma de  Pierce Brosnan, outro ator que interpreta um ex-primeiro ministro britânico. O escritor receberá dez milhões de dólares se aceitar o trabalho e, é claro, ele aceita.

E como foi dito no trailer, parte do trabalho do escritor fantasma é:

Entrevistar o contratante e transformar as respostas em prosa

Mas o que mais um escritor fantasma pode fazer por você?

Ele pode escrever:

  • Livros;
  • Apostilas;
  • Manuais;
  • Em síntese, qualquer coisa, menos o seu trabalho de escola :-).

No filme, as dificuldades são duas: o contratante é, supostamente, um criminoso de guerra e, na metade da história, o escritor fantasma descobre que ocupa o cargo de um escritor que fora, misteriosamente, morto.

Muito bem, mas na vida real, as maiores dificuldades ou motivações estão do lado do contratante, como veremos adiante.

Por que contratar um escritor fantasma?

Por que contratar um escritor fantasma? Um bom motivo é a falta de tempo para escrever. Desenho: Zsuzsanna Kilian

Por que contratar um escritor fantasma? Um bom motivo é a falta de tempo para escrever. Desenho: Zsuzsanna Kilian

Há uma porção de motivos que podem levar uma pessoa a contratar um escritor fantasma. Vejamos alguns:

– Falta de tempo para escrever;

– Pouco ou nenhum conhecimento sobre a produção de um livro, apostila, discurso, ou outro documento;

– O contratante escreve pequenos textos, mas não tem “fôlego” para escrever um livro sozinho;

– Pouca paciência para escrever;

– A pessoa tem uma ótima história de vida que gostaria de transformar num livro, mas está aposentada e não quer se preocupar com os detalhes que envolvem a arte de escrever. Assim, ela contrata um escritor fantasma que vai entrevistá-la e transformar as respostas em prosa, como foi dito no trailer de “The Ghost Writer”;

– Uma empresa que produza conteúdos para treinamento pode querer contratar um jornalista freelance que faça o trabalho de um escritor fantasma. Esse profissional irá colocar no papel tudo o que for solicitado pelos donos da empresa;

– Empresas também podem querer realizar um resgate histórico por conta de seus dez, vinte… cinquenta anos de existência. O escritor fantasma pode fazer um trabalho de apuração ao entrevistar pessoas que ajudaram a fundar a empresa e pessoas que vivem o atual momento da companhia. Ele pode tirar fotografias, fazer resgate de documentos e fotografias antigas e, depois, transformar tudo num livro.

Os escritores fantasma ao longo da história

Na Atenas de Péricles, os filósofos usufruiam do trabalho de escritores fantasma que, na verdade, eram escravos responsáveis por tomar nota dos pensamentos dos pensadores. Desenho: Zsuzsanna Kilian

Na Atenas de Péricles, os filósofos usufruiam do trabalho de escritores fantasma que, na verdade, eram escravos responsáveis por tomar nota dos pensamentos dos pensadores. Desenho: Zsuzsanna Kilian

Sabemos que os documentos escritos mais antigos de que se tem notícia possuem cinco mil anos de existência. A partir daí, podemos ter uma vaga impressão de quantos desses escritores anônimos foram necessários para fazer com que as crônicas, poesias e relatos dos viajantes, dos poetas e dos generais, pudessem atravessar todos esses séculos até chegarem a mim e a você que está lendo esse texto agora.

Cada um dos 43 mil cidadãos gregos da época de Péricles (443-429 a.C) possuía aproximadamente sete escravos. Esses escravos faziam todos os serviços que as máquinas de lavar, de ventilar e de transportar fazem hoje e, mais uma coisa, impossível de ser realizada por uma máquina porque exige emoção, técnica e criatividade: Escrever.

Sim, eram os escravos quem punham as ideias dos filósofos no papel.

Muito impressionante, não acha? E o que você acha desses escritores fantasma abaixo? Mais atuais, certo?:

  • Autran Dourado escreveu para Juscelino Kubitscheck;
  • Chalaça escreveu para D. Pedro I;
  • Alan Dean Foster escreveu para George Lucas.

Os anônimos da escrita realmente foram e ainda são capazes de escrever discursos excepcionais, tramas intrigantes e histórias super empolgantes, sem receber os créditos autorais por isso.

Todas as pessoas têm histórias incríveis para contar. Mas como não tem tempo para escrever ou desconhecem as técnicas da escrita, elas pedem ajuda àqueles que foram predestinados a isso.

Algumas histórias inspiradoras têm um curso longo e avançam por gerações e gerações à frente. Desenho: Zsuzsanna Kilian

Algumas histórias inspiradoras têm um curso longo e avançam por gerações e gerações à frente. Desenho: Zsuzsanna Kilian

Mas contar uma história inspiradora é como plantar uma árvore. Algumas vivem décadas, outras alcançam milênios. E existem aquelas que são como tesouros escondidos que só vem à tona quando algum explorador os descobre.

Escrever é contar histórias inspiradoras. Escrever é contar histórias inspiradoras. Escrever é contar histórias inspiradoras. Escrever é contar histórias inspiradoras. Escrever é contar histórias inspiradoras. Escrever é contar histórias inspiradoras. Escrever é contar histórias inspiradoras. Escrever é contar histórias inspiradoras. Escrever é contar histórias inspiradoras. Escrever é contar histórias inspiradoras. Escrever é contar histórias inspiradoras. Escrever é contar histórias inspiradoras. Escrever é contar histórias inspiradoras. Escrever é contar histórias inspiradoras. Escrever é contar histórias inspiradoras. Escrever é contar histórias inspiradoras…

Agora, imagine que a sua história inspiradora também pode ser contada por meio de um escritor fantasma. Sua história num livro para tocar os corações daqueles que sequer nasceram!

O Blog Jornalismo Freelance oferece o serviço de “Ghost Writer” ou “Escritor Fantasma”. Para saber mais, ligue (11) 9-8769.4290 ou envie e-mail para naldogom@gmail.com.

Post relacionado:
Como publicar um livro sem complicações e sem gastar nada

Anúncios

Sobre Naldo
Jornalista e escritor.

8 Responses to Sua história contada num livro por um “Ghost Writer” ou “Escritor Fantasma”

  1. meu nome Valter villa real nome do livro (UM TIRA IMBATÍVEL ) o outro é (A CAÇADORA DE FORTUNA )

    tenho dois livros para publicar coloquei numa pagina na internet mas não soube fazer eu gostaria que ficasse um grande livro mas não tenho quem corrija os livros como fazer p que vcs o corrijam

  2. Olá Naldo, isso é muito interessante como discussão.
    Gostaria de colaborar, existem vários tipos de escrita, vou dividir em dois grupos:
    a comercial e a artística.

    Acredito sim que toda escrita comercial, contratada para passar uma idéia, vender um produto já é e deve ser fantasma. Saberá quem escreveu a agência e o cliente. Imagina cada folheto de propaganda conter a assinatura do autor… Não procede pois o texto foi dirigido para uma finalidade específica.
    Se fosse um texto artístido que revela a alma e sentimentos do autor livre da pressão de agradar, vender enfim. Acredito que mereça ter a assinatura do autor.
    Amei seu blog, parabéns!

  3. Pingback: 10 dicas para quem quer trabalhar com jornalismo freelance « Jornalismo Freelance

  4. Arthur says:

    Não entendo como alguém pode se dedicar a uma obra e ao final não assinar.

    “Os anônimos da escrita realmente foram e ainda são capazes de escrever discursos excepcionais, tramas intrigantes e histórias super empolgantes, sem receber os créditos autorais por isso.” –> não entendo como isso pode ser empolgante.

    Além de colocar “Por que contratar um escritor fantasma?”, acho que poderia ser dedicado um espaço para “Por que se tornar um escritor fantasma?”.

    • Naldo says:

      Olá, Arthur. Muito obrigado pela sua participação nesse blog.

      Os escritores podem escrever histórias empolgantes e não receber créditos autorais por isso porque eles encaram a escrita como algo que podem fazer pelos outros e não por si mesmos.

      Contudo, escrever sem receber créditos também não se trata de uma obra de caridade, uma vez que os escritores fantasma recebem $ para isso. Mas no passado, isso era uma função delegada aos escravos o que prova que tudo depende, sobretudo, da época em que vivemos ou da situação.

      Marco Polo, por exemplo, ditou suas histórias – enquanto estava preso – para um escritor fantasma que transformou tudo num livro.

      Dentro do trabalho de um escritor fantasma, atualmente, escrever sem receber créditos é uma coisa normal. Aliás, a história que eles estão escrevendo não lhes pertence. Pertence, sim, aquele que a viveu, mas não sabe como traduzí-la em palavras e, por esse motivo, pede socorro aos escritores fantasma.

      Esse, no entanto, é apenas um dos motivos. Podem haver outros, quem sabe? Nada é padrão e tudo depende do que a realidade ou situação exigir.

      • Arthur says:

        Entendo. O maior problema, ao meu ver, é que eu assisti ao filme nacional Budapeste (inspirado na obra do nosso querido Chico) e eu realmente vivi o que o personagem estava sofrendo ali. Ele escreveu o livro, o livro nada mais é do que uma arte de por os pensamentos em palavras de uma forma que envolva o leitor (e o personagem faz isso o tempo todo), porém, não recebendo os créditos para isso, fica difícil a situação. Eu concordo com você no que diz respeito a história – em si – não pertencer a quem escreve, mas fazer um livro envolvente é uma arte e é isso que conta ao final. O QUE acontece não é o mais importante a primeiro momento, mas COMO acontece, COMO é narrado, COMO são feitas as ligações de sentimentos e descrição etc etc. Por isso que eu penso ser uma frustração forte a pessoa escrever algo envolvente, aquilo faz suceso (não pelo O QUE, mas pelo COMO) e o cara que se dedicou ao COMO não recebe créditos. Não vejo problemas em se fazer uma biografia e outro cara assina. Se alguem fizer a minha, por exemplo, não vejo problema de um cara colocar “BIOGRAFIA DE ARTHUR” por FULANO da SILVA.

        Não sei se deu pra entender o que quis dizer 🙂

        Ab.

        • Naldo says:

          Arthur,

          Eu também não vejo problema algum em receber os créditos. Aliás, é como eu falei antes, tudo depende do que a situação exigir. Se o cliente não quer que o escritor assine a obra e, ainda assim, o escritor encontrar uma vantangem (ainda que financeira) nisso, que assim seja.

          Mas quando cliente e escritor não concordam com determinada situação, então o escritor precisa trocar de cliente e o o cliente precisa trocar de escritor. Há clientes para todos os gostos e escritores para todos os gostos também. É uma questão de negociação.

          Além disso, o escritor pode querer fazer um trabalho de ghost writer hoje e não querer colocar seu nome na obra como co-autor. Mas no mês seguinte, noutro trabalho, o escritor pode querer assinar. E no outro mês, em outra obra, trabalhar como fantasma outra vez.

          Então, tudo depende da situação, do momento do escritor, do cliente, da negociação, do que a realidade estiver exigindo. Nesse sentido, escrever livros não é como uma produção em série onde todas as peças são iguais.

          Blz, camarada?
          Abraço, boa sorte e muito sucesso!

  5. Pingback: Como publicar um livro sem complicações e sem gastar nada « Jornalismo Freelance

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: