O novo jornalismo e o jornalismo freelance


Com o esvaziamento das redações, o jornalismo freelance surge como opção para estudantes das novas gerações
O novo jornalismo e o jornalismo freelance

O novo jornalismo e o jornalismo freelance

As redações estão ficando cada vez mais enxutas e o jornalismo impresso está com os dias contados. A base para essa afirmação são as diversas estatísticas publicadas por várias mídias, de 2009 para cá.

De acordo com o texto “Esplendor e miséria do jornalismo na era digital”, por exemplo, redigido pela jornalista Marie Bénilde e publicado pelo Le Monde Diplomatique Brasil, os postos de trabalho na área de comunicação estão declinando. “No final de 2009, na França, mais de 2.300 postos de trabalho haviam sido suprimidos na área”, diz.

Ainda segundo Marie, 24.500 jornalistas perderam seu emprego nos Estados Unidos no mesmo ano de 2009. Ela cita a empresa de consultoria empresarial Bain & Company que diz que, em dez anos a internet aumentou de 4% para 22% a sua participação nos faturamentos das indústrias culturais no mundo. Em contrapartida, o faturamento das mídias  impressas declinou de 40% para 14% na mesma época.

A reportagem “Morte anunciada” escrita por Pamela Forti, com apoio de Igor Ribeiro e Ana Ignácio, publicada na Revista Imprensa, aponta que os maiores jornais do Brasil diminuíram 5% no ano passado.

A Veja também publicou a matéria “Inferno na Torre do Times”, escrita por André Petry, onde aponta que os leitores do jornal impresso estão desaparecendo. Entre os dez maiores jornais dos Estados Unidos, apenas três tiveram aumento nas vendas. O restante sofreu enormes prejuízos. O The New York Times, por exemplo, teve um decréscimo de 11,3%.

Diante disso, quem em sã consciência compraria – na atualidade – uma máquina rotativa?

O diretor da Konfide Marketing Digital, Márcio Okabe, num curso para jornalistas blogueiros realizado no último final de semana comentou: “Hoje em dia, nenhuma empresa tem comprado ou tem planos para comprar máquinas para impressão de jornais ou revistas”.

Isso claro, porque os empresários não são loucos de adquirir máquinas que valem uma fortuna para um negócio que pode acabar a qualquer momento.

Mas onde é que entra o jornalismo freelance nessa história? O fato é que, com o enxugamento das redações, os estudantes de jornalismo que irão se formar ou que estão se formando hoje, têm muito menos chances de ingressar numa redação e obter um emprego fixo do que a geração anterior. Uma saída óbvia é a do jornalismo freelance.

É como diz o jornalista João Marcos Rainho, em seu livro Jornalismo Freelance, quando afirma que o jornalismo de hoje está cada vez mais contratado por tarefa: “Não adianta mais querer se apegar a funções, a editorias ou sonhar em fazer carreira interna”.

Com o esvaziamento das redações, o freela passa a ser uma opção de trabalho, principalmente para as gerações mais novas de jornalistas.

A internet tem absorvido grande parte dos trabalhos dos jornalistas freelancers. Nesse sentido, uma das modalidades que estão ficando populares é a produção de conteúdo para blogs. Essa atividade possui o objetivo de fazer o cliente aparecer sempre nos primeiros lugares nas buscas do Google.

Escrever para blogs requer o conhecimento de técnicas de Search Engine Optimization (SEO). Portanto, a dica é: O jornalista freelance deve procurar pelas empresas de marketing digital e escrever para eles ou montar a própria agência.

Leia posts relacionados:
– “Como transformar um blog em uma empresa de comunicação“;
– “Garoto transforma blog numa empresa“;
– “O jornalismo freelance e a possibilidade dos blogs“;
– “Filósofo novaiorquino relfete sobre publicações na internet“;
– “Eles transformam blogs em empresas – Probloggers vivem apenas da renda e da influência de seus websites“.

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Sobre Naldo
Jornalista e escritor.

6 Responses to O novo jornalismo e o jornalismo freelance

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