Astronomia para jornalistas


Por que um jornalista freelance precisa saber astronomia? Simples: Porque um jornalista é, antes de tudo, um generalista.

Logo, preparei este tutorial onde apresento nada menos que o Stellarium, um impressionante software de astronomia que, por sinal, é gratuito do início ao fim. Para baixá-lo, clique aqui e siga as instruções.

 

Tela 1: Depois de instalar, inicie o programa clicando no ícone correspondente na área de trabalho. A tela de ilustração vai surgir enquanto o Stellarium carrega os pacotes com milhões e milhões de estrelas, planetas e galáxias.

Tela 2: Passe o mouse sobre a lateral esquerda e uma barra de ferramentas surgirá. Pressione o primeiro botão e você verá a tela de localização. Aqui você configurará a sua exata posição geográfica. Procure pela sua cidade ou marque a latitude e a longitude de onde você se encontra agora.

Tela 3: Clique no segundo botão para inserir as configurações de tempo. Você pode ajustar para o tempo atual ou, se você quiser buscar o céu de algum ponto do passado ou do futuro, é possível realizar o ajuste. O Stellarium permite ajustar o tempo para até 1 milhão de anos a.C. e 1 milhão de anos d.C..

Tela 4: Esse botão permite – entre outras coisas – a alteração da cintilação dos astros, bem como as etiquetas e marcadores das estrelas, planetas e nebulosas. Há ajustes para a poluição, frequência de estrelas cadentes, projeção e tipos de paisagem. Esta janela também conta com informações sobre a mitologia de diversos povos, entre eles, os egípcios, os maori, os polinésios e, é claro, a nossa civilização ocidental.

Tela 5: Procura estrelas, planetas, luas e galáxias por nome. Digite, por exemplo, a palavra “Lua” e pressione “Enter”.

Tela 6: Pressione o botão indicado pela seta amarela quando quiser ajustar o idioma, habilitar ou desabilitar a navegação por teclado, selecionar uma determinada constelação e reproduzir alguns scripts.

Tela 7: Aqui você encontra informações sobre teclas de atalho, bem como links para os seguintes tópicos online: “Guia de Utilização do Stellarium“, “Perguntas Frequêntes”, “Wiki do Stellarium“, “Sistema de Apoio”, “Sistema de Reporte de Falhas”, “Sistema de Pedido de Recurso” e “Fóruns”. É possível verificar esses tópicos diretamente na página do software. Clique aqui para ver.

Tela 8: Barra de ferramentas onde é possível habilitar ou desabilitar linhas, rótulos e arte para as constelações. Também é possível acionar grelhas, pontos cardeais, atmosfera, nomes de nebulosas e planetas, diminuir ou aumentar a velocidade do tempo.

Tela 9: Utilizando a barra de ferramentas inferior ou as setas e botões “Page Up“, “Page Down“, é possível regular o ângulo de visão do céu, tal como na tela de exemplo. Aqui, o centro da tela é o ponto mais alto do céu. As letras correspondem aos pontos cardeais: Norte, sul, este, oeste.

Tela 10: Ainda na barra de ferramentas inferior, pode-se contornar as constelações. No exemplo, estão contornadas as constelações tal como são entendidas pelos ocidentais, mas é possível ver como outras civilizações enxergavam e enxergam os desenhos no céu e como eles influenciam a vida e principalmente a agricultura de cada povo.

Tela 11: Se o contorno não deixa claro como os desenhos foram imaginados, então é hora de acionar a arte das constelações. É possível regular a opacidade da arte das constelações, o que torna ideal para fazer comparações com a disposição no céu real.

Tela 12: Neste close vê-se, na seta da esquerda, o Cruzeiro do Sul e o Triangulo Austral na cauda da seta. Do lado direito, a seta aponta para a estrela Sirius, a mais brilhante do céu, com magnitude -1.45, lembrando que quanto menor a magnitude, menor o brilho. A título de comparação, a estrela Mimosa – braço direito do Cruzeiro do Sul – tem magnitude 1.25.

Tela 13: Um pouco mais perto, diversas galáxias. O zoom – controlado pelas teclas “/”, “\”, “Page Up” e “Page Down“, permitem uma ótima aproximação.

Tela 14: Um close no planeta Marte. Na parte inferior, Fobos, uma de suas luas.

Telas 15 e 16: A primeira tela mostra que da Terra nós estamos olhando para uma parte da Via Láctea. É possível enxergá-la como uma via de estrelas que vão de oeste para leste ou vice-versa. Compare a tela 15 com a tela 16 – marcada em amarelo no Photoshop.

Telas 17 e 18: O nascer e o por do sol, porque o programa não é estático e movimenta-se com o passar do tempo. Se você liga o computador as 12h30, verá o sol no topo. Se forem 20h00, o sol já terá se posto – como na tela 18 – e você verá as estrelas se movimentarem com o passar do tempo.

O Stellarium é ideal para iniciantes e amadores da astronomia. Suas ferramentas auxiliam na procura de estrelas, planetas e constelações. Utilizando o Stellarium para observar o céu a partir da sua própria residência, em pouco tempo você se tornará um ótimo astrônomo amador.

Veja abaixo, por exemplo, a Lua e as denominadas Pleiades, em duas fotografias do céu real, retiradas do blog: Wibv e depois faça as comparações com o que vai ver no Stellarium:

A Lua e as Pleiades. Fonte: http://wibv.wordpress.com

A Lua e as Pleiades. Fonte: http://wibv.wordpress.com

Um jornalista freelance pode usar esse software para incluir informações científicas sobre planetas, estrelas e galáxias em suas matérias, bem como elaborar textos sobre mitologia, astronomia e suas relações com a agricultura de cada povo. Também podem prever os próximos eclipses e preparar notas antecipadamente. Além disso, os freelas do jornalismo podem enriquecer seu repertório com essa vasta biblioteca de estrelas e ainda, estudar as estrelas de maneira amadora, como passatempo.

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Sobre Naldo
Jornalista e escritor.

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